Memória perdida

Mais um episódio negativo coloca o Brasil nas manchetes do mundo. O incêndio ocorrido no último domingo (02/09) deixou clara a negligência do nosso governo e nossa desorientação ou alienação ( estou ainda sem saber ).  Desde o ocorrido, ainda na noite do domingo, vários apontam o dedo para o culpado: desde o ministro da Educação e Cultura, passando pelo Secretário Estadual de Cultura, pelo também Secretário de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, o Diretor do museu, o Reitor da UFRJ (tecnicamente, a entidade responsável pelo museu), até o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade do Rio de Janeiro.

O Museu funcionava há anos sem avaliação do Corpo de Bombeiros. Isto mostra bem como é o descaso para com as instituições: o descaso do Governo Federal através do Ministério da Educação e Cultura, o descaso da Prefeitura do Rio, o descaso da UFRJ e da população em geral.

Em contraste, para a realização do Carnaval do Rio de Janeiro as Escolas de Samba do Grupo especial levaram consigo o aporte de 1 milhão de reais para desfilar no carnaval, cada uma delas. Um grande absurdo, já que quem se beneficia com este lucrativo negócio são as grandes mídias com seus patrocinadores milionários. E ainda não sabemos ao certo quanto ganharam cada bloco “Tradicional” ou as escolas que não fazem parte do “Grupo Especial”. Já o povo não lucra e nem recebe benefícios advindos dos desfiles.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro tinha uma acervo de 20 milhões de peças e 200 anos de história. Era considerado um dos cinco maiores Museus do Mundo segundo alguns historiadores.

É ainda muito cedo para mensurar o tamanho da perda para um país que tem apenas 500 anos de história e que foi ceifado, brutal e irresponsavelmente,  de obras de valor incompreendido por seu próprio povo.

 

 

 

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